DIÁRIO DE PILAR NA GRÉCIA

JANEIRO de 2019
teatro MIGUEL FALABELLA - RIO DE JANEIRO/RJ

“O diário de Pilar na Grécia” propõe a montagem de teatro musical para o publico infantil e juvenil baseado no livro homônimo da autora Flávia Lins e Silva.
Um espetáculo de alta qualidade artística, levando em consideração a inteligência e a capacidade das crianças e pequenos jovens em discutir questões fundamentais da vida como a amizade, o companheirismo, a solidão, a coragem, a perda, e inclusive, a morte.

Abordando esses temas de forma delicada, humorada e muito positiva, o espetáculo “O diário de Pilar na Grécia”, é uma grande oportunidade de somarmos a literatura infantil brasileira de qualidade com o teatro. Oferecendo, ao que podemos chamar de primeiro público, uma obra com potente capacidade de provocar reflexões e sensações.

Flávia Lins e Silva é uma autora extremamente sofisticada. Ela expõe em suas obras uma rica pesquisa e oferece ao seu público possibilidades de conhecimento e acesso raros na literatura brasileira atual.
Somando essa potência a uma ficha técnica comprovadamente experiente e renomada no mercado que “O diário de Pilar na Grécia” chega aos teatros brasileiros para enriquecer o nosso cenário de teatro voltado para crianças.


PLINIO - A HISTÓRIA DE PLINIO MARCOS

de 05 a 27 de maio de 2018
teatro augusta - são paulo/sp

Passado nos últimos meses de vida do autor, a personagem Plínio Marcos faz um panorama de suas andanças pela vida, desde a sua infância em Santos, sua imersão no circo como o palhaço Frajola, suas primeiras peças, a constante censura em suas obras, filhos, casamentos, sua vida de camelô e principalmente seu eterno amor pelo teatro. Em um momento onde o teatro se dividia entre o chamado “Teatrão” e o “Teatro de vanguarda”, um rapaz pobre de Santos muda a historia da dramaturgia dando voz aos marginalizados e construindo textos com diálogos até então jamais vistos na dramaturgia Brasileira. Entre sucessos e fracassos, Plínio Marcos constrói uma careira a duras penas, seja brilhando nos palcos ou vendendo seus próprios livros como camelô na porta de teatros e restaurantes nas ruas de São Paulo.


CASA DE BONECAS

CCJF/RJ

Encenação do clássico texto de Henrik Ibsen, com versão do diretor argentino Daniel Veronese.

O espetáculo estreou em 2009, em Buenos Aires, com reconhecimento de público e crítica, arrebatando prêmios na Argentina e em outros países. No Brasil, a montagem é produzida pela Cia. Movimento Carioca de Teatro e protagonizada pelos atores Miriam Freeland e Roberto Bomtempo.

Com figurinos, iluminação e trilha sonora minimalistas, esta versão de “Casa de bonecas” coloca os conflitos, os dramas e a relação familiar em primeiro plano. O diretor aposta no encontro texto/ator/plateia, em um cenário que traz o público para “dentro da casa”, incluído nas discussões, risos, provocações, dores e emoções das personagens.

Com tema extremamente atual, “Casa de bonecas”problematiza o lugar da mulher na sociedade patriarcal e faz eco com inúmeras discussões sobre o tema. O espetáculo esteve em cartaz no CCJF – RJ e comprovou a importância do mesmo no nosso cenário teatral brasileiro.

Uma releitura contemporânea que questiona e desafia as propostas do texto original, subvertendo e ressignificando a obra escrita há mais de 120 anos. Essa provocação é o que move o espetáculo e o insere no século XXI.


TOMO SUAS MÃOS NAS MINHAS

O espetáculo conta a história de amor entre Anton Tchekhov e Olga Knipper: ela uma jovem atriz iniciante; ele, um escritor renomado mais velho e já apresentando os primeiros sinais da tuberculose, que o acompanharia até a morte. O casal se conhece em uma leitura de “A Gaivota” no Teatro de Arte de Moscou. Devido ao clima gélido daquela cidade, Tchekhov passava boa parte do ano em Ialta, longe de Olga, que precisava permanecer em Moscou por conta de seus compromissos com o teatro. Esta situação gerou uma intensa troca de cartas entre os dois; mais de 400 durante o período de seis anos que se encerra com a morte prematura do autor.

Estrelado pelo casal de atores Miriam Freeland e Roberto Bomtempo, TOMO SUAS MÃOS NAS MINHAS é uma peça delicada e emocionante que tem sido extremamente bem acolhido pela crítica e pelo público desde sua estreia.
 

Emoção contida nas cartas está na peça (...) Encenação é primorosa (...) É um espetáculo comovente e apaixonante, realizado com toda dedicação que Tcheckhov merece.”
Barbara Heliodora – O Globo


besame mucho

Essa comédia escrita por Mario Prata, com direção de Roberto Bomtempo, conta a história de quatro amigos de uma cidade do interior de São Paulo. Xico (Leandro Baumgratz) veio do interior para a capital e se torna escritor de sucesso. Casa com Olga (Janaina Moura), que também veio do interior, exilou-se em Paris em 1968 onde criou reputação como socióloga. O casal vive um drama de criatividade, ele é o “escritor de sucesso”, que recebe em 1979 o prêmio Moliere pela peça “Besame Mucho”, mas na verdade quem escreveu a peça foi sua esposa, Olga.

O segundo casal é formado por Tuca (Rafael Sardão) que permaneceu no interior, tornou se advogado de sucesso e casou com Dina (Ana Paula Sant´Anna), dona de casa prendada, ingênua, que escolheu ser esposa e mãe. Um casal que se ama, mas enfrenta alguns problemas no casamento. Dina, em virtude de uma educação extremamente repressora que teve no colégio freiras e uma forte síndrome de culpa, não consegue se sentir plena no casamento, atrapalhando a relação do casal que chega até a pensar em separação.  Tudo muda quando Dina, numa tentativa de apimentar a relação, se veste de Marilyn Monroe, a fantasia funciona tanto que o casal passa a realizar as mais diversas fantasias sexuais, criando – através desse “jogo” – situações muitos divertidas.


espia uma mulher que se mata

Escrito pelo dramaturgo argentino Daniel Veronese, o espetáculo Espia Uma Mulher Que Se Mata é uma releitura contemporânea do clássico Tio Vânia, de Anton Tchecov. A peça aborda os dramas e as relações familiares, de forma concisa, intimista e visceral. A montagem propõe questões de linguagem na relação entre o ator, o texto e a encenação.


UM SOPRO DE VIDA

Direção: Roberto Bomtempo e Daniel Dias da Silva
Elenco: Roberto Bomtempo e Miriam Freeland

“A apresentação do espetáculo é tão bonita (...) e transmite tanto entusiasmo (...) Foi uma experiência plena!” Ida Vizencia – Jornal do Commercio


RAUL FORA DA LEI - A HISTÓRIA DE RAUL SEIXAS

O "monólogo musicado", como chama o ator Roberto Bomtempo, que vive o músico homenageado, já rodou o Brasil, passando por São Paulo (interior e capital), Belo Horizonte, Salvador, Maceió, Fortaleza, Porto Alegre, entre outras cidades e Estados.

Como um tributo ao músico Raul Seixas, "Raul Fora da Lei - A História de Raul Seixas" conta com a participação da banda M-743 tocando ao vivo, sob direção musical de Igor Eça. "Gita", "Cowboy Fora-da-Lei" e "Maluco Beleza" são algumas das canções apresentadas durante a peça.

A peça tem roteiro assinado por Luiz Arthur Nunes, Roberto Bomtempo e José Joffily - este último é também o diretor da peça.


CAPITÃES DA AREIA

Em tempos de extermínio de meninos de rua, nada mais oportuno que a nova montagem de Capitães de Areia, da obra homônima de Jorge Amado. Roberto Bomtempo, diretor e adaptador, presta homenagem ao falecido Carlos Wilson, o Damião, que em 1982 montou a peça e obteve grande sucesso lançando jovens atores e abrindo caminho para o teatro juvenil.

Texto comovente Capitães de Areia, em cartaz no Teatro Vanucci, em certas partes exagera o lado emocional. Os diálogos muitas vezes são forçados e carrega nos estereótipos: a mulher-prostituta, o menino-homem-machão, o negro-bom e o padre comunista. A aventura e a amizade amenizam as dificuldades.

Talvez o tempo tenha tornado Capitães de Areia água com açúcar, uma vez que hoje estamos mais para Infância dos Mortos, de José Louzeiro, do que para o dos heroicos meninos de Salvador. A realidade cruel consegue ser mais fantástica do que a ficção. Mas, mesmo assim, esta montagem é positiva até para manter a discussão em torno da tragédia dos menores.

Roberto Bomtempo realiza um excepcional trabalho de atores. São 29 artistas que mostram vitalidade e paixão pelo ato de representar, especialmente Victor Hugo, o Sem Pernas. Uma revelação no grupo, que consegue um equilíbrio raro de se encontrar. Mas Bomtempo não inova na direção, e usa muitos Black-outs. A morte do Sem Pernas é enfraquecida cenicamente, enquanto a de Dora é prolongada. Jonas Torres é desperdiçado em papel secundário.

A direção musical de Zé Alexandre e Cebolinha coloca o espectador no clima baiano e oferece um espetáculo ao vivo com direito a muitas cenas de capoeira, que embelezam e caracterizam a montagem. A boa coreografia é de Claudio Moreno.


AVENTURAS DE TOM SAWYER

Adaptação e Direção Roberto Bomtempo e Roney Villela

Estreou em 1985, no Teatro Vannucci/RJ


FICHA TÉCNICA

Elenco: Claudia Abreu, Marcelo Serrado, Fabio Villa Verde e outros.


PRÊMIOS

Roberto Bomtempo e Roney Villela foram indicados ao Prêmio Mambembe em 1985 – Categoria Revelação


CHAPETUBA F.C.

Direção Roberto Bomtempo


FICHA TÉCNICA

Elenco: Marcos Palmeira, Carlos Loffler, Roney Villela, Moacyr Góes e outros.


Estreou em 1983 no Teatro Ipanema/RJ

Temporada: Teatro do América F. C./RJ